domingo, 31 de agosto de 2008

O sujeito - Wallon, Piaget e Vygotsky

Para Wallon a gênese da inteligência é genética e organicamente social, o sujeito em seu desenvolvimento deve ser considerado como "geneticamente social". O estudo da criança deve ser contextualizado, nas relações com o meio, pois a atividade do homem é inconcebível sem o meio social. O organismo seria a condição primeira do pensamento, pois toda função psíquica supõe um componente orgânico. No entanto, não é condição suficiente, pois o objeto da ação mental vem de fora, do ambiente no qual o sujeito está inserido. Assim, propõe a psicogênese da pessoa completa, o estudo integrado do desenvolvimento, pois considera que não é possível selecionar um único aspecto de ser humano e vê o desenvolvimento nos vários aspectos funcionais nos quais distribui a atividade infantil(afetivo, motor e cognitivo).
Para Piaget o sujeito constrói o conhecimento a partir da ação sobre a realidade. É elaborado no interior do sujeito, que desenvolve estruturas mentais adequadas ao conhecimento. É o seu olhar sobre a realidade, a maneira de apropriar-se dela que constrói conhecimento. A interação ocorre por meio da interação entre sujeito x objeto x meio - tendo em vista seu caráter essencialmente social
Para Vygotsky o sujeito não só age sobre a realidade, como também interage com ela, construindo seus conhecimentos, a partir das relações consigo mesmo e com a realidade exterior, que inclui o outro. Vê o homem como um ser social e culturalmente contextualizado, estabelecendo interações com esse contexto, construindo os conhecimentos a partir desas interações. Assim, a aprendizagem é mediada pelo contexto sócio-histórico, político e cultural.


sábado, 30 de agosto de 2008

"A Importância do ato de Ler"



Paulo Freire apresenta a leitura não apenas como o ato de decifrar palavras escrita, mas também, o ato do conhecimento, o ato de saber decifrar o que acontece ao nosso redor. É saber fazer uma leitura de nossa condição dentro da sociedade, portanto antes de saber ler a palavra faz se necessário a leitura do mundo.
Dessa forma, a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica na continuidade da leitura daquele. Movimento em que a palavra dita flui no mundo mesmo através da leitura que dele fazemos.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Alfabetização e Letramento

Os vários estudiosos sobre a alfabetização definem o tema de acordo com a visão de cada época. Assim, transformações sociais, econômicas e tecnológicas, exigiram mudanças no conceito de alfabetização.
Do simples objetivo de desenvolver a habilidade de ler e escrever, num processo mecânico de codificação do oral (para escrever) e de decodificação da escrita (para ler) restrito a situação da sala de aula, passa a ser concebido como processo permanente de interpretação e produção de sentido, capaz de desenvolver funções cognitivas que possibilitem a consciência crítica da pessoa para o pleno exercício da cidadania, assumindo uma dimensão política e social.

O conceito de letramento é recente, freqüente na bibliografia acadêmica e de uso quase que exclusimamente de pesquisadores. Portanto, devido sua dimensão social, não está pronto e acabado. Segundo Magda Soares, surge do reconhecimento de que o conceito de alfabetização tornou-se insatisfatório e da necessidade de uma alfabetização mais inclusiva e abrangente. Assim letramento é: "o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, os valores e as práticas sociais.

Apesar de alfabetização e letramento serem dois conceitos distintos o importante é que nos anos de escolarização se complementem, num processo de sedução para o mundo das letras, formando uma nova prática pedagógica, principalmente no trabalho com as camadas populares que não convivem com material escrito. Dessa forma, alfabetizar letrando significa orientar a criança para o domínio da técnica da leitura e da escrita, ou seja, ao processo da leitura e escrita imprescindível para sua entrada no mundo da escrita e "empoderá-la" (dar-lhe o poder) do hábito e competências na utilização dos diferentes gêneros textuais em diferentes suportes, portadores, contextos e circunstância, para o pleno exercício da cidadania.